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Bolsa diminui tarifa de negociação em 28,5% - 06/03/2013
A partir do primeiro pregão de abril, os investidores estrangeiros, pessoas físicas e instituições financeiras terão uma redução de 28,5% na tarifa de negociação de ações (emolumentos) no mercado à vista na BM&FBovespa. Com o desconto, a tarifa passará de 0,007% para 0,005% sobre o valor negociado em operações regulares, day trade e exercício de opções. 
 
Na prática, o beneficiado por esse desconto será o investidor que opera no curto prazo, como os day traders (que realizam operações de compra e venda de ações no mesmo dia). Quem opera no home broker (pela internet) também pode se sentir estimulado a negociar mais. 
 
Os fundos e clubes de investimentos também terão tarifa de negociação no mercado à vista de 0,005%. No entanto, a tarifa de liquidação passará de 0,01800% para 0,0200%. 
 
A medida, isoladamente, não será responsável por trazer mais pessoas físicas para a bolsa. Segundo o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, a meta de atrair cinco milhões de pessoas físicas à bolsa foi adiada para 2018. "Para esse perfil de investidor a ideia é reduzir a taxa de custódia (guarda de ações). Hoje a bolsa cobra R$ 6,90 por mês da corretora  – e cada uma tem uma política de preço diferente para a pessoa física", diz. 
 
 Segundo ele, a entrada de mais pessoas físicas na bolsa depende de uma mudança cultural. "A sociedade ainda não percebeu o quanto a inflação está comendo as aplicações", afirma. 
 
O diretor da BM&FBovespa explicou que a revisão tarifária eliminou os subsídios cruzados – que restavam desde a fusão das duas bolsas, em 2008 – e incluiu o compartilhamento de ganhos de escala. "Agora as tarifas ficarão mais alinhadas às bolsas do exterior", diz ele.
 
Concorrência – A redução também é uma forma de preparar a bolsa brasileira para a chegada de um concorrente. Hoje, de 8% a 9% da receita da BM&FBovespa é oriunda de tarifas de negociação no mercado à vista. O impacto da revisão tarifária na receita será da ordem de R$ 18  milhões milhões a R$ 20 milhões, considerando o cenário atual.
 
A segunda etapa de revisão tarifária está programada para o final do ano. Em dezembro, a BM&FBovespa divulgará uma nova tabela de preços – com descontos progressivos na tarifa de negociação para todos os clientes, inclusive day traders e HFTs (High Frequency Traders, os investidores de alta frequência). 
 
O desconto na tarifa vai variar de acordo com o volume médio diário negociado (ADTV, Average Daily Trading Value) no mês anterior. O cálculo levará em consideração as operações no mercado à vista com ações e de exercício de opções.  Assim, se o volume médio diário negociado for de zero a R$ 9 bilhões, o desconto será de 28,5%, o equivalente a uma tarifa de 0,005%.
 
Para se ter uma ideia, atualmente o volume médio diário negociado é de cerca de R$ 7 bilhões. O desconto será maior se o volume médio diário negociado aumentar. Se for de R$ 9 bilhões  a R$ 11 bilhões, a redução na tarifa será de 42,8% sobre a diferença de R$ 2 bilhões, e a tarifa cai para 0,0040%. Por essa mesma lógica, a cada R$ 2 bilhões, a tarifa de negociação diminui até chegar a 0,0020% para um volume médio diário superior a R$ 13 bilhões. A notícia deve aumentar o "prêmio de liquidez". Ao pagar menos taxas o investidor recebe um valor maior no negócio.
 
Conheça os termos e custos para investir 
 
Taxa de corretagem: Valor definido pela corretora que faz a intermediação entre o cliente e o mercado. Cada empresa trabalha com uma política de preços, podendo cobrar uma porcentagem da operação realizada ou um valor fixo. 
 
Taxa de custódia: Referente ao serviço de guarda das ações pela bolsa em conjunto com os serviços da corretora. 
 
Para uma conta com movimentação ou posição de ações, a bolsa cobra R$ 6,90 da corretora, que depois define quanto vai cobrar do investidor.
 
 Em alguns casos pode ser gratuita. 
 
Taxa de emolumentos: Valor que a bolsa cobra para a negociação de ações. Uma nova tarifa começa em abril. Em dezembro, haverá descontos progressivos. 
 
Imposto de Renda: Há isenção para operações de venda de até R$ 20 mil por mês. Acima desse valor mensal, o IR é de 15%. 
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