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American Airlines e US Airways criam maior aérea global - 15/02/2013

A American Airlines e a US Airways anunciaram ontem a fusão das empresas, numa operação que criará a maior companhia aérea do mundo, com um valor de mercado de US$ 11 bilhões. A fusão conclui uma onda de consolidações que ajudou as companhias aéreas americanas a suportarem um período de dificuldades financeiras.

 

O acordo, que era esperado pelo mercado, passou mais de um ano em gestação. A AMR, controladora da American Airlines, encaminhou um pedido de concordata em novembro de 2011 e a US Airways começou a negociar a fusão no início de 2012.

A nova empresa, que vai operar sob a marca da American Airlines, será 2% maior em tráfego de passageiros pagantes que a atual líder mundial, a United Continental. A companhia combinada terá sede no Texas e será comandada pelo presidente da US Airways, Doug Parker.

A fusão, que está sujeita à aprovação de reguladores e da corte de falências dos EUA, pode ajudar a acelerar a recuperação da indústria aérea americana, já que as empresas terão mais espaço para elevar tarifas com a eliminação de um competidor.

A transação é a quarta grande fusão na indústria aérea dos EUA desde 2008, quando a Delta comprou a Northwest. United e Continental se uniram em 2010, e a Southwest Airlines comprou a AirTran Holdings em 2011.

A empresa resultante da combinação da American com a US Airways terá receita de cerca de US$ 39 bilhões, com base nos números de 2012, à frente da United Continental que teve receita de cerca de US$ 37 bilhões.

Os acionistas da US Airways terão 28% de participação na nova empresa. O restante ficará com acionistas da AMR e credores de suas subsidiárias, sindicatos trabalhistas da American e atuais funcionários da AMR. A transação deve gerar mais de US$ 1 bilhão em sinergias anuais em 2015. As empresas também disseram que assumirão a entrega de mais de 600 aviões.

Brasil. A fusão deve fortalecer a American Airlines e terá impacto para os passageiros brasileiros, disse o consultor em aviação Nelson Riet.

A American Airlines é líder nos voos entre Brasil e EUA, com cerca de 30% de participação, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil de 2010, os mais recentes disponíveis. A vice-líder é a TAM, seguida de Delta, parceria comercial e acionista minoritária da Gol. "A American poderá ser mais agressiva nesta rota", disse Riet.

TAM e US Airways pertencem à aliança de empresas aéreas Star Alliance, o que permite que uma empresa venda passagens de trechos operados por outra e que os clientes troquem milhas por voos da parceira. A TAM também solicitou em janeiro a autorização da Anac para compartilhar voos com a American.

A eventual saída da US Airways da Star Alliance, apontada como provável consequência da fusão, deve impactar pouco os clientes da TAM, segundo Riet. A companhia área resultante da fusão deve migrar para a aliança One World, que tem a American Airlines como uma das fundadoras. Mas, ao mesmo tempo, o mercado espera que a TAM também deixe a Star Alliance.

Uma das exigências das autoridades antitruste chilena e brasileira para aprovar a fusão da TAM com a LAN foi que as empresas escolhessem apenas uma aliança: a Star Alliance, da TAM, ou a One World, da LAN. "As duas devem ficar na One World", disse Riet. A decisão oficial ainda não foi anunciada.

O Estado de S. Paulo
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