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Mesmo com embargo, Rússia ainda é maior importador de carne brasileira - 22/05/2012

As exportações brasileiras de carne totalizaram 348,9 mil toneladas nos quatro primeiros meses do ano, queda de 1,49% sobre igual período do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). No período, as vendas movimentaram US$ 1,6 bilhão, redução de 0,2% sobre o primeiro quadrimestre de 2011. Os dados divulgados revelam que, apesar do embargo imposto em junho do ano passado sobre as vendas de carne brasileira no país, a Rússia continua sendo o principal mercado consumidor dos produtos nacionais. A Abiec informa que, de janeiro a abril, os russos compraram US$ 394,7 milhões em carnes brasileiras, redução de 10,9% sobre igual período do ano passado e equivalente a 26,5% do total vendido pelo País. Em volume, a queda foi um pouco menor: 10,4%, para 89,2 mil toneladas – o que corresponde a 28,1% do total movimentado no período.

“A redução das exportações brasileiras pode ser explicada por diversos fatores, como o câmbio valorizado, o mercado interno aquecido, a crise na Zona do Euro e a queda brusca nas vendas para o Irã”, explica Liege Nogueira, gerente de projetos da Abiec. As vendas para o Irã somaram US$ 17,1 milhões e 3,6 mil toneladas nos quatro primeiros meses do ano, queda de 93,4% e 92,8% respectivamente.

“Enquanto janeiro e fevereiro registraram números bastante ruins, março e abril ajudaram na recuperação do resultado do quadrimestre”, afirma Liege. Um fator que ajudou as vendas do início do ano foi a reabertura do mercado dos EUA à carne brasileira (em janeiro) e a ampliação dos mercados egípcio e chileno. De acordo com dados da Abiec, a receita das vendas para o Egito (que ficou em 5º lugar no ranking de consumidores de carne brasileira) cresceu 194,7% (para US$ 122,5 milhões) e o volume movimentado aumentou 180% (para 30,5 mil toneladas). Logo após o Egito, está o Chile. A receita cresceu 199,3% (para US$ 119,6 milhões) e o volume movimentado registrou alta de 199,3% (para 20,1 mil toneladas). Em 7º lugar está os EUA, cuja receita cresceu 191,6% (para US$ 54,5 milhões) e o volume movimentado aumentou 256,3% (para 5,8 mil de toneladas).

“A alta registrada nas exportações para os EUA se deve à retomada efetiva das vendas ao mercado e não a um aumento de share, visto que ainda não voltamos aos patamares de 2010 (pré-embargo norte-americano). Ou seja, a expectativa é de incremento no volume vendido para os EUA, com a perspectiva de abrir o mercado americano”, revela Nogueira.

De acordo com a Abiec, em abril, a receita das vendas externas do setor no País cresceu 0,67%, para US$ 442,9 milhões, na comparação com igual mês do ano passado. No período, o volume vendido aumentou 0,68%, para US$ 90,4 mil toneladas. Já o preço médio do produto vendido ao exterior caiu apenas 0,01%, para US$ 4,8 mil por tonelada.

Revista Comércio Exterior - Banco do Brasil
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