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Chile quer reforçar negócios com o Brasil - 02/04/2012

Delegação Chilena na SP Chamber of Commerce

Vítima de frequentes terremotos, o segmento de construção civil do Chile preocupa-se com a atualização constante e pesquisa de novas tecnologias e materiais. Por isso, uma delegação chilena que representa o setor visitou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última quinta-feira, na Capital paulista. Além da troca de informações, o grupo também pretende aumentar as trocas comerciais entre os dois países.

Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Chile somaram US$ 594,4 milhões, cifra 29% inferior a igual período de 2011. Nossas importações de itens do país vizinho totalizaram U$ 612,6 milhões no primeiro bimestre, com recuo de 16,2% ante o período do ano passado, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Sidney Docal, gerente executivo de Comércio Exterior da ACSP, e Salvador Benevides, diretor de Relações Internacionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), apresentaram aos visitantes chilenos as atividades realizadas pelas duas entidades. Ambos ressaltaram o bom momento político e econômico brasileiro, já que a proximidade de eventos como a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada do Rio está impulsionando diversos projetos de construção.

Benevides informou aos chilenos que o segmento da construção representa 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que seu índice de desemprego é de apenas 2%, abaixo do índice geral do País de 5,7% registrado em fevereiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E Docal explicou aos visitantes que, além desses eventos esportivos, o setor também é beneficiado pelo programa governamental de habitação Minha Casa, Minha Vida, voltado para a população de baixa renda.

Durante o encontro, Mercedes Lillo Reyes, gerente da Câmara Chilena de Construção, ressaltou que o Chile passa por uma boa fase em razão da necessidade de obras de infraestrutura. Por isso, os segmentos que mais absorvem mão de obra atualmente são os de construção civil e de mineração. Segundo ela, o primeiro começa a incorporar as mulheres aos seus quadros de funcionários, processo que está mais adiantado no Brasil.

Para Gerardo Gody Labrín, gerente-geral da empresa Ecosergo Construccion, esse aumento da procura por mais mão de obra é reflexo do crescimento de 7% do setor, acima do observado em todo o país, que foi de cerca de 5% no ano passado.

Quanto à produção de material, Labrín lembrou que o terremoto ocorrido em 2010 destruiu parte da infraestrutura chilena. A tragédia gerou a necessidade de importação de material de acabamento, pois existem poucas indústrias locais atuando nesse segmento.

Atualmente, explicou Labrín, o Chile importa louças sanitárias da Colômbia a preços altos em razão da distância entre os dois países. Por isso, o setor procura no Brasil indústrias interessadas em oferecer seus produtos. Ao mesmo tempo, o Chile conta com fabricantes de produtos de madeira em estágio bem desenvolvido, com muitos itens certificados.

O Sinduscon não tem dados específicos sobre o comércio entre os dois países. Números do MDIC apontam que apenas ladrilhos de cerâmica do tipo vidrado e esmaltado encontram-se entre os 100 mais importantes itens exportados do Brasil para o Chile nos dois primeiros meses deste ano.

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