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CEOs de empresas globais - 06/02/2012

O Brasil aproveitou o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para reforçar, em dois eventos estratégicos, a imagem do país como destino seguro e atraente para investimentos estrangeiros diretos. O primeiro deles, um seminário sobre as oportunidades de investimentos na cadeia produtiva de petróleo e gás no Brasil, que fez parte da agenda oficial do Fórum, reuniu 45 participantes, a maioria CEOs de grandes empresas globais. O segundo evento, um almoço de negócios no dia 28 de janeiro, reuniu cem executivos, principalmente de fundos de investimentos, aos quais foram apontadas oportunidades de investimentos em áreas de sustentabilidade como energias renováveis.

 

O seminário sobre petróleo e gás, no dia 27 de janeiro, foi aberto pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e teve as participações do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, do presidente e do diretor financeiro da Petrobras, respectivamente Sérgio Gabrielli e Almir Barbassa,e do vice-presidente global da General Electric (GE), John Rice, que, como os brasileiros, também foi palestrante no evento.

 

John Rice, executivo responsável pela definição da estratégia global de ação da GE, disse que o talento e a capacidade de inovação brasileiros foram as razões de a empresa instalar no Brasil seu centro mundial de pesquisa. As unidades brasileiras da GE exportam para clientes no mundo inteiro, inclusive para os Estados Unidos, onde está a matriz da empresa.“Nós podemos ter dúvidas sobre investir em vários países, mas nunca sobre o Brasil”, disse Rice.

 

Indústria aeroespacial

Durante o seminário, a equipe da Apex-Brasil foi procurada por representantes da ArcelorMittal, que manifestaram interesse em ampliar seus investimentos no Brasil, não apenas na área de petróleo e gás, mas também na cadeia produtiva da indústria aeroespacial. Nos próximos meses, representantes do grupo se reunirão com a Apex-Brasil para discutir oportunidades de investimentos necessários para o adensamento dessa cadeia. A ArcelorMittal é um dos maiores grupos siderúrgicos em todo o mundo e o maior produtor de aço no Brasil.

 

Outras empresas globais também deverão se reunir, nos próximos meses, com os técnicos da Apex-Brasil para aprofundarem o conhecimento da cadeia de petróleo e gás no Brasil para definição de possíveis investimentos. Interessa ao Brasil adensar essa cadeia produtiva, de forma a fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

 

Durante o seminário, o secretário-executivo do MDIC destacou que, desde 2004, vem aumentando o número de engenheiros formados no Brasil e citou também a atenção dada aos cursos técnicos como forma de suprir a demanda do mercado por mão de obra qualificada, uma das preocupações manifestadas pelos participantes.

 

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, lembrou a obrigatoriedade de a gasolina comercializada no Brasil conter 25% de etanol. Por isso, disse Gabrielli, a produção de gasolina no Brasil cria oportunidades de investimentos também na produção de etanol. Biocombustíveis, aliás, como é o caso do etanol, é um setor que o Brasil considera estratégico para atração de investimentos estrangeiros diretos.

 

O Brasil foi o país-tema da reunião anual deste ano do Fórum Econômico Mundial e, nesta condição, pôde influir na agenda do evento, inserindo temas de discussão de seu interesse. Um conjunto de ações foi posto em prática durante os cinco dias do evento, consolidando a imagem do Brasil como um país inovador, criativo e com forte crescimento econômico e como um destino seguro para investimentos estrangeiros, especialmente num momento de ameaça de grave crise econômica internacional.

 

O seminário sobre petróleo e gás e o almoço com investidores foram realizados no Hotel Belvédère, o principal da cidade e onde se hospedaram os chefes de estado e de governo e os CEOs das principais empresas globais que participaram do Fórum, aumentando a visibilidade do Brasil como destino potencial de investimentos estrangeiros.

 

Além dos dois eventos, que propiciaram contato direto com potenciais investidores estrangeiros para o Brasil, também foi destaque em Davos uma exposição de produtos brasileiros, com ênfase nas áreas de moda, arquitetura e design. O espaço, parceria da Apex-Brasil com a Associação Brasileira de Estilistas (Abest), foi montado entre as salas de conferência do Hotel Belvédère, local de grande fluxo dos executivos que participaram do Fórum.

 

Encerramento

No evento que marcou o encerramento do Fórum, os cerca de 1500 participantes foram apresentados à gastronomia, à cultura e às artes brasileiras. Os convidados assistiram à apresentação de dançarinos do grupo Corpo, companhia de dança brasileira conhecida em todo o mundo, ouviram música brasileira (da bossa nova ao samba, forró e chorinho) e degustaram pratos da gastronomia regional brasileira. 

Portal Apex Brasil
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