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Crise alavanca operação de cargas em Viracopos - 03/07/2020

Por Henrique Bueno (CBN Campinas) - A crise na aviação comercial provocada pela pandemia do novo coronavírus favoreceu o aumento da operação no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Nos meses em que a quarentena imposta praticamente paralisou os voos comerciais, o volume de importação no terminal aéreo de Campinas se consolidou como o maior do país. Isso aconteceu porque parte da operação que era realizada em Guarulhos migrou para o interior.

Em 2020, a operação do terminal de cargas de Viracopos aumentou nos primeiros meses do ano, enquanto que a de Guarulhos reduziu sistematicamente. Numa comparação entre os dois terminais, em janeiro, antes da pandemia, Viracopos respondia por 35% das cargas importadas no país, enquanto Guarulhos registrava um índice próximo, de 33%. Em abril, quando a aviação civil já contabilizava os prejuízos provocados pela quarentena, a importação no aeroporto de Campinas subiu para 42%. O índice de Guarulhos despencou para 28%. Na última medição feita em maio, Viracopos respondia por 40% das cargas de importação do Brasil e o aeroporto da capital por 31%.

Isso se justifica porque boa parte das cargas que chegavam ao aeroporto da capital, eram transportadas pelos voos comerciais. Pedro de Souza, assessor de Relações Institucionais da Aeroportos Brasil Viracopos, explica que com a diminuição dos voos da capital, Campinas absorveu parte do volume de importação que chegava por lá. “Nossa participação cresceu, a de Guarulhos diminuiu em função dessa característica de carga de barriga e de carga efetiva. E isso foi uma conquista de mercado que acabou ocorrendo”, afirmou.

O delegado da alfândega da receita federal em Viracopos, Fabiano Coelho, afirma que desde que a pandemia arrasou com os voos comerciais, o fluxo no terminal de cargas do aeroporto de Campinas aumentou consideravelmente. Segundo ele, Viracopos se consolidou como o maior aeroporto de cargas no país. “Várias estruturas aeroportuárias importantes, como, por exemplo, Guarulhos e Galeão, ficaram muito mais prejudicadas que Viracopos, porque eles perderam os voos de passageiros e, consequentemente, as chamadas cargas de barriga. Então, os três primeiros meses da crise, na verdade, consolidaram o papel de Viracopos como o principal aeroporto de comércio exterior do Brasil”, revelou.

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, é preciso enxergar oportunidades em momentos de crise. Ele acredita que este é o momento das empresas olharem o comércio exterior como carro-chefe de Viracopos. “A gente tem que enxergar que, sempre quando tem uma crise, aparece uma oportunidade. A oportunidade para as empresas é focar cada vez mais no comércio exterior, já que a renda interna vai cair brutalmente. E as empresas têm que virar os seus olhos, voltar os seus trabalhos para aumentar a nossa participação no comércio exterior. E aí sim, o Aeroporto Internacional de Viracopos ganha uma importância fundamental”, acredita.

Os representantes estiveram reunidos em uma teleconferência que debateu, entre outros assuntos, os impactos da crise e o papel de Viracopos no comércio exterior.

https://portalcbncampinas.com.br/2020/07/crise-na-aviacao-alavanca-operacao-de-cargas-em-viracopos/
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