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Bangladesh quer ir além do setor têxtil em parcerias comerciais - 23/08/2019


Apesar de ano a ano avançar em rankings internacionais, Bangladesh ainda enfrenta severos problemas que o impede de se tornar uma referência mundial. A redução em índices como, pobreza, fome e desigualdade social, pouco a pouco levam o País ao papel de destaque pelo que realmente faz de melhor.

Com a economia baseada em dois importantes setores: agricultura e exportação de roupas, o País quer cruzar fronteiras e estabelecer novas e importantes parcerias comerciais e financeiras.

Na tarde desta quarta-feira (20/8), autoridades, como Zulfiqar Rahman, embaixador de Bangladesh e Tipu Munshi, ministro do comércio de Bangladesh, se reuniram com empresários e representantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na sede da entidade para estreitar os laços comerciais entre as duas nações.

O evento foi organizado pelo São Paulo Chamber of Commerce, órgão de comércio exterior da ACSP, e teve como objetivo divulgar as potencialidades de Bangladesh.

De acordo com Rahman, Bangladesh tem grande interesse em exportar suas produções, mas tem tido dificuldade em ingressar no mercado brasileiro, devido às altas barreiras tarifárias.

“Ainda há uma muita desinformação entre as nações e o que cada uma delas pode ofertar. Também somos fortes na agricultura e tecnologia, porém somos muito lembrados pela moda”, diz.

Com trocas comerciais que em 2018, totalizaram 1,3 bilhão de dólares, Munshi destaca que além de ser um dos principais exportadores mundiais do setor têxtil, o País também apresenta grande competitividade industrial em categorias, como a de medicamentos e tecnologia. Por outro lado, ele afirma que o País se interessa pelas importações de soja, algodão, óleo e seus derivados.

“Ainda temos uma relação muito limitada e desequilibrada.Além de entender como podemos ser úteis uns para os outros, também precisamos solucionar nossos problemas com impostos para tornar essa parceria mais real”, diz.

Com uma indústria têxtil que atende grandes marcas internacionais de moda e varejo, o País é o segundo maior exportador de vestuário do mundo, empregando mais de quatro milhões de pessoas na indústria do vestuário.

Rubana Huq, representante da Associação dos Fabricantes Têxteis de Bangladesh, apresentou números de mercado para mostrar que Bangladesh é um país em desenvolvimento com uma economia em ascensão.

A intenção, segundo Rubana, é estabelecer um novo diálogo entre os interessados para facilitar, por exemplo, a troca de algodão produzido em terras brasileiras por peças de vestuário fabricadas em Bangladesh. Grandes nomes do varejo, como H&M, GAP e Zara são parceiros comerciais do País.

O encontro foi coordenado por Nelson Kheirallah, vice-presidente da ACSP, que lembrou que o Brasil está passando por uma nova fase de abertura no comércio internacional em que vários acordos têm sido assinados, como o recente pacto feito com a União Europeia e que nesse sentido, a parceria com um asiático, como Bangladesh, é importante para todos.

Ele sinaliza que essa abertura, além de facilitar as negociações entre os países, proporciona uma troca entre as nações, sobretudo com aquilo que cada um faz de melhor.

“Esse acordo também é muito importante para a entidade no sentido da nossa internacionalização. Na prática, com esse acordo, todas as negociações feitas a partir de agora, com a associação dos fabricantes têxteis de Bangladesh serão intermediadas pela ACSP, que trabalhará ativamente para o desenvolvimento dessa relação”, diz.

Rodrigo Massi, assessor especial da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo,exaltou o orgulho da capital paulista em abrigar comunidades estrangeiras ao longo da história e do desenvolvimento da cidade. Essa aproximação com Bangladesh, segundo o assessor especial, é um passo importante para a evolução das principais cidades de Bangladesh e também do Estado de São Paulo

Massi cita que há muita similaridade em termos populacionais entre a capital paulista e Daca, a capital de Bangladesh. “Podemos explorar muitas potencialidades e parceiras com mobilidade, inovação, tecnologia e saúde”, diz.

De acordo com o assessor especial, a próxima visita da delegação de Bangladesh ao País, que deve acontecer entre novembro e dezembro, também deverá ser marcada por um encontro com a SP Negócios.

 

Por Mariana Missiaggia

https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/bangladesh-quer-ir-alem-do-setor-textil-em-parcerias-comerciais
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