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O Café do Cerrado quer mais - 28/06/2018
Gabriel e o pai, Osmar: qualidade premiada O Cerrado foi a primeira região brasileira a ganhar, há quatro anos, o direito de usar uma Denominação de Origem (D.O.) para o café produzido ali — a exemplo de vinhos, queijos e alimentos de famosas regiões produtoras da Europa, como Bordeaux, Roquefort (queijo) e Parma (presunto). Agora, a Federação de Cafeicultores do Cerrado reforça o investimento na internacionalização do Café do Cerrado por meio da participação em feiras e concursos internacionais, um caminho iniciado logo depois de conseguida a Denominação de Origem. Em 2018, estão agendadas uma incursão na Specialty Coffee Expo de Seattle, nos Estados Unidos, e uma participação na World of Coffee de Amsterdã, na Holanda (foi pela feira de Seattle que começou, em 2014, a apresentação dos cafés do cerrado ao mundo). Em 2017, a marca e a D.O. Café do Cerrado foram lançadas na Europa durante o evento World of Coffee em Budapest, na Hungria.
A marca mineira ganhou visibilidade no fi m de 2017, quando um lote de seis sacas do produto alcançou o preço recorde global de R$ 55 mil por saca em leilão virtual na plataforma Cup of Excellence. O leilão foi um evento verdadeiramente internacional: a prova dos cafés foi feita em Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo; os compradores foram torrefadores do Japão e da Austrália, e os produtores do café excepcional são Gabriel Nunes e seu pai, Osmar Pereira Nunes Júnior, de Patrocínio, no Alto Paranaíba (região vizinha ao Triângulo Mineiro), que ganha o direito de se gabar de produzir o café mais caro do mundo.
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