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Mercosul começa a negociar adesão do Equador ao bloco em setembro - 28/06/2018
Reunião do Conselho de Administração do Parlatino, na cidade de Cuenca, no Equador

Até 15 de setembro, um grupo de trabalho deverá se reunir para analisar os estudos preliminares para a adesão do Equador ao Mercosul. As negociações em torno desta nova adesão ganharam força com a entrada da Venezuela no bloco, ocorrida há um mês. O processo de incorporação passa por várias etapas, desde a análise de adequação do novo membro ao bloco até a submissão do pedido ao Parlamento do país. O primeiro passo foi dado pelo presidente do Equador, Rafael Correa, em dezembro do ano passado, em Montevidéu, no Uruguai, durante a Cúpula do Mercosul. Correa conversou com os presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai) e Fernando Lugo (Paraguai), que ainda estava no governo. Não há previsão do tempo que será necessário para incorporar os uruguaios. O processo da Venezuela levou seis anos por conta de resistências de parlamentares do Paraguai e do Brasil. O Brasil cedeu e aprovou a adesão, mas o Paraguai não chegou a analisar o caso, pois foi temporariamente expulso do bloco depois de destituir Lugo em um processo rápido e extremamente criticado internacionalmente. Ao mesmo tempo em que o grupo de trabalho irá analisar os termos da adesão, Correa analisa com seu grupo político como poderá compatibilizar a adesão ao Mercosul e sua participação na Comunidade Andina das Nações (CAN), bloco que acabou de assumir a presidência temporária. Segundo diplomatas, as questões técnicas têm solução e não devem ser um empecilho.


Parlatino também suspende Paraguai
A desastrosa destituição de Fernando Lugo da presidência continua tendo reflexos nos acordos comerciais e no âmbito diplomático. Esta semana foi a vez do Conselho de Administração do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), que recomendou à Assembleia Geral do órgão a suspensão temporária do país. A votação da proposta deve ocorrer em setembro, quando haverá uma reunião da Assembleia Geral. Criado em 1964, o Parlatino é uma organização regional, permanente e unicameral, integrada pelo Parlamento de nações da América Latina. Há representantes dos seguintes países: Antilhas Holandesas, Argentina, Aruba, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Haiti (que é país convidado), México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Uruguai e Venezuela. A sessão do Conselho de Administração do Parlatino contou com a presença de parlamentares de 16 países latino-americanos, incluindo representantes do Paraguai. Com a recomendação do Parlatino, aumenta o isolamento do Paraguai no cenário regional. O Mercosul e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) aprovaram a suspensão temporária do Paraguai até as eleições de abril de 2013. No próximo dia 22, a Organização dos Estados Americanos (OEA) deve analisar a situação política no Paraguai. O governo do presidente paraguaio, Federico Franco, trabalha para evitar que a organização também aprove resolução recomendando a suspensão do país da entidade.


Fonte: Agência Brasil


Foto: Micaela Ayala V./Agencia Andes (capa); Divulgação/Parlatino (interna).


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