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Novas propostas para reverter a estagnação do setor - 24/08/2016

 

O cenário mais otimista para o setor de máquinas e equipamentos para este ano ainda representa uma queda de 7,5% no faturamento das empresas. Nos doze meses até junho, os fabricantes de bens de capital mecânicos acumulam uma receita líquida de vendas de R$ 72,7 bilhões. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) que traz esses dados, já vem travando conversas com o governo para apresentar as demandas do setor. Os dados da associação apontam ainda um cenário otimista, considerando que até dezembro, as empresas podem atingir a cifra de R$ 80 bi.

As estimativas do novo presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, e do presidente executivo da entidade, José Velloso, consideram uma projeção a resolução do impasse político no país com o processo de impeachment e a implementação de medidas pelo governo para retomada dos investimentos no país. Mesmo assim, o setor deve enfrentar o quarto ano consecutivo de queda no faturamento. Em 2012, a indústria atingiu o patamar de R$ 120 bilhões.

A associação cobra do governo uma taxa de juros que deixe o investimento produtivo mais atrativo. "O maior concorrente da indústria hoje é Banco Central", reclama Velloso, que diz que a indústria tem de disputar recursos com investimentos financeiros. Outro problema apontado pela entidade seria a falta de uma política industrial robusta com um câmbio mais competitivo que permita a atuação de fabricantes nacionais no mercado externo. Um patamar de dólar adequado, diz Marchesan, seria em torno R$ 3,80, lembrando que só é possível trabalhar em cima de exportações se também houver previsibilidade.

A Abimaq ainda defende que o governo exija contrapartida dos vencedores de licitações na forma de compras de fornecedores brasileiros, e diz que não trabalha, porém, com a perspectiva de que um mecanismo do tipo seja incluído já nos projetos que virão ao mercado no curto prazo, como as licitações dos aeroportos.

O setor, diz o presidente executivo, ainda enfrenta um problema no que diz respeito à capacidade das fabricantes de máquinas de manterem em dia os pagamentos dos impostos. A associação espera conseguir a aprovação de uma regra nos programas de refinanciamento de débitos fiscais que preveja a suspensão do pagamentos dos Refis passados caso o país entre em crise. O que a entidade está propondo para o governo, segundo Marchesan, são formas de ajudar a indústria em uma "travessia" da crise, que reduziu a demanda por máquinas. "Estamos propondo uma travessia até o segundo semestre de 2017", diz o dirigente. A carteira de pedidos do setor, atualmente, é de apenas 2,6 meses. A Abimaq trabalha com a expectativa de que a economia brasileira consiga sair do negativo em meados do próximo ano.

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