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Dicas para o pequeno exportar bem - 05/02/2014

Janeiro foi o pior mês para a balança comercial,com um déficit de US$ 4,06 bilhões, o maior desde 1994. Dentro deste contexto, estimular as exportações com orientação correta e detalhada para os pequenos e médios empreendedores que desejam vender seus produtos e serviços para outros países poderia reverter esse quadro.

Este foi o objetivo do workshop "Abrindo mercados no exterior" realizado ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O evento integra o Projeto Exporta São Paulo da São Paulo Chamber of Commerce. No encontro, foram analisadas as estratégias que podem ser adotadas por pequenos e médios empreendedores que visam exportar. José Cândido Senna, coordenador geral do Projeto, ressaltou a importância do evento para estimular o aumento das trocas comerciais e fortalecer a economia nacional.

Passo a passo – Para avançar no mercado externo, Paulo Amanthéa, consultor da PCA Representações, primeiramente, o empresário deve definir o mercado que deseja explorar. Também é necessário obter as informações sobre as regras de classificação fiscal dos produtos a serem exportados e obter sua certificação de origem, pois esta é exigida por muitos países. Os itens exportados devem seguir as normas técnicas de cada país para onde serão enviados e os meios de acondicioná-los, em contêineres ou outro tipo de embalagem.

Ao mesmo tempo, o exportador deve definir que tipo de operação de exportação é adequada para enviar seu produto ao exterior. Ele pode optar por vender por comerciais exportadoras, distribuidor internacional diretamente para os clientes. O consultor sugere que os iniciantes procurem mercados de países vizinhos com características econômicas similares às do Brasil.

Conhecer como funciona o mercado alvo é essencial para evitar a oferta de itens que não serão adquiridos por motivos culturais ou ambientais. Amanthéa recomenda que o exportador visite os países alvo para entender como ele funciona, conhecer bem seus idiomas, cultura e etiqueta, apresentar material explicativo sobre o produto em inglês e espanhol, ter preços detalhados, especificar os termos de distribuição e ter website bilíngue.

Além disso, as feiras internacionais são boas fontes de informações para o interessado em exportar. O especialista recomenda estudar os concorrentes para ter uma visão ampla dos pontos positivos e negativos de seus produtos.

Quanto ao frete, o consultor lembrou que o empresário disposto a exportar deve avaliar seus custos. Atualmente, disse Amanthea, o frete representa em torno de 30% do custo final do item a ser exportado. Senna lembrou que o Projeto Exporta São Paulo está contribuindo para alterar esse quadro com o Projeto Porto 24 horas. "Há um potencial gigantesco de racionalização dos custos de exportação. Os juros praticados atualmente são absurdos e pesam enormemente nas operações de exportação e de importação", concluiu.

Carga aérea – As características e os possíveis benefícios do projeto e-freight (ou "e-frete" da IATA (International Air Transport Aviation) para aumentar a eficiência da cadeia logística de carga aérea foram discutidas ontem na reunião do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), realizada em conjunto com CComex/CeCiex, da área de Comércio Exterior da ACSP.

Considerado uma evolução do AWB (ou “Conhecimento de Embarque Aéreo”, documento que identifica os principais dados da carga transportada de acordo com protocolos internacionais), o projeto prevê reduzir custos por eliminação de documentação em papel, mais precisão de dados e menos atrasos na movimentação de carga por falta de informações ou por elas serem ilegíveis, exemplificou Cláudio Terry, gerente do projeto na IATA.

“A versão eletrônica de um documento básico nas transações internacionais gera agilidade e modernização. (O e-freight) É um projeto racionalizador, que está dentro do escopo do Comus quanto à redução de custos e de tempo de trânsito, que por sua vez resultam em ganhos de rentabilidade tanto para exportadores como importadores”, afirmou Senna, também coordenador do Comus. Segundo Terry, da IATA, o projeto vigora em diversos países, e no Brasil está em fase de testes no Aeroporto de Viracopos.

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