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Mercado árabe pode ser opção para empresas de infraestrutura - 21/11/2013

Às vésperas da Big 5, maior evento de construção do Oriente Médio, que começa em Dubai, na próxima segunda-feira, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira defende a região como uma boa possibilidade para as empresas. De acordo com a entidade, investimentos de mais de US$ 15 bilhões em infraestrutura devem atrair empresários para os países do Oriente Médio.

Eles apostam no setor de construção e infraestrutura principalmente pelos projetos de construção do novo aeroporto internacional de Doha, no Catar, com orçamento de US$ 11,1 bilhões, e de expansão dos aeroportos de Mascate e Salalah, em Omã, com orçamento de US$ 4,7 bilhões.

A expectativa é de que o Brasil aumente a participação na feira, onde até o pavilhão destinado ao País foi expandido. "O evento traz oportunidades para diversos produtos, mas as principais oportunidades de negócios na feira são para revestimentos, adesivos e seladores, aparelhos de aquecimento, ventilação e ar-condicionado, cozinhas e banheiros, mármores, pedras e cerâmicas, aço, tecnologia de água, janelas e portas", foi o que disse o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby.

O diretor afirmou que as empresas que participam das feiras costumam ter bons resultados e que, este ano, a ideia é capitalizar ao máximo a presença brasileira no evento. "Em 2012, o Brasil exportou o equivalente a quase US$ 18 milhões em produtos de construção para os países árabes. Os principais destinos destas vendas foram os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Argélia e Egito", disse. Alaby destaca que, além das nações árabes, o evento também traz países de parte da Europa, a Rússia e a China.

Segundo dados (sem distinção por setor) divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações do Brasil para a Arábia Saudita tiveram uma média de US$ 3,19 bilhões nos últimos três anos. Na relação com o Catar, o número vai para US$ 316,23 milhões. Para Omã, as exportações brasileiras foram de, em média, US$ 704,03 milhões, entre 2010 e 2012. Comparados com as exportações para países tradicionalmente parceiros do Brasil, como China e Estados Unidos, os números são pequenos.

Para o professor de relações internacionais da Universidade Católica de Brasília, Creomar Carvalho de Souza, o mercado árabe é uma boa opção de internacionalização das empresas, até mesmo pelo fato de não existirem muitos problemas de Marco Regulatório no Oriente Médio, mas é preciso mostrar essas oportunidades para o empresariado.

Ele explicou que, no caso da construção civil, o Brasil tem uma expertise acumulada que torna as empresas brasileiras competitivas e em um setor onde existe demanda interna, inclusive por meio das obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), e em países mais próximos geograficamente, como a África. "É preciso mostrar para esse empresariado brasileiro que existem oportunidades em outros lugares e que a utilização de uma Câmara de Comércio é uma estratégia positiva, porque te respalda de alguns problemas iniciais", disse.

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