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Câmbio ajuda e balança ensaia recuperação - 02/10/2013

A balança comercial brasilei­ra deu sinais de reação em se­tembro ao fechar com um su­perávit de US$ 2,15 Milhões. O dólar mais caro e o melhor de­sempenho da chamada conta-petróleo ajudaram a reduzir o déficit acumulado no ano para US$ 1,62 bilhão. Ainda as­sim, o resultado de janeiro a setembro é o pior para o pe­ríodo desde 1998. O Ministé­rio do Desenvolvimento, In­dústria e Comércio Exterior (MDIC), no entanto, acredita que o saldo ficará positivo nos próximos meses e que a balança comercial fechará 2013 superavitária.

O secretário de Comércio Ex­terior do MDIC, Daniel Godinho, informou que alguns seto­res já registram bons resultados favorecidos pela desvaloriza­ção do real, como as exporta­ções de automóveis e mármo­res e granitos. O câmbio tam­bém levou à redução das impor­tações de bens de consumo não duráveis, como cosméticos. Se­gundo Godinho, o movimento é uma tendência.

Ele também espera para os próximos meses uma continui­dade na melhoria da conta-petróleo. "Com o aumento da pro­dução brasileira, é natural que desloque parte do que importa­mos. Quando falo de melhoria da conta, falo de aumento de ex­portações e diminuição de im­portações", disse.

Saldo. Grande pane do déficit da balança comercial no ano é explicada pelo aumento das im­portações e pelo registro em atraso de compras feitas no ano passado, além da redução nas exportações de petróleo e deri­vados em função da queda na produção da Petrobrás. Os dados do MDIC mostram que o déficit da conta-petróleo de janeiro a setembro é de US$ 16,6 bilhões. Por causa disso, a balança vem acumulando déficit des­de o inicio do ano. A última vez em que a balança havia registrado um saldo negativo no período de janeiro a setembro foi em 1999.

"Com a melhora na conta pe­tróleo e no câmbio, a nossa ex­pectativa é de que se tenha um resultado positivo este ano", afirmou. O MDIC, no entanto, não faz estimativas de saldo. O superávit acumulado em 12 me­ses, encerrados em setembro, é de US$ 2,08 bilhões. A previsão do Banco Central e do mercado financeiro para 2013 é de um su­perávit de US$ 2 bilhões.

As exportações somaram US$ 21 bilhões no mês passado, com média diária de quase US$ 1bilhão, o que significa uma que­da de 5% em relação a setembro de 2012. Godinho destacou, po­rém, que no ano passado houve greve da Receita Federal e da Anvisa. As operações ficaram represadas e o registro ocorreu apenas em setembro, com o fim da paralisação. "Tivemos umresultado muito bom das exportações no mês passado", afirmou. Houve embarques, recordes de soja e um impulso nas exporta­ções de minério de ferro, com o aumento de 9,4% nos preços. Também houve aumento das exportações de automóveis, sobretudo para a Argentina.

As importações somaram US$ 18,85 bilhões, com média diária de US$ 897,6 milhões e queda de 2,2% em relação a setembro de 2012. No acumulado do ano, as importações bate­ram recorde ao somarem US$ 179,3 bilhões. Pela média diária, de US$ 948,5 milhões, as compras brasileiras no exterior registraram alta de 8,7% em relacão ao mesmo período de 2012.

As exportações, por outro lado, totalizaram US$ 177,65 bilhões, com média diária de US$ 939,9 milhões. Uma queda de 1,6% na comparação com os no­ve primeiros meses de 2012. As vendas externas para a China cresceram 11,2% no acumulado do ano e 10,7% para a Argentina.

No entanto, as exportações pa­ra União Europeia registram queda de 6,5% e para os Estados Unidos, retração de 10,4%.

O Estado de S. Paulo
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